“Uma nova solução, mais efetiva, eficiente e sustentável que está gerando valor para a sociedade como um todo”. É esta definição que podemos dar para o que chamamos – hoje – de negócios sociais e que se concretiza como o Setor 2.5 (Dois e Meio). O nome não é por acaso: é o meio de caminho entre o segundo setor (empresas com fins lucrativos) e o terceiro (organizações sem fins lucrativos).

Os negócios de impacto social têm como foco a geração de impacto social ou ambiental positivo em quem utiliza seus produtos e serviços. Apesar de terem como atividade principal favorecer as pessoas com menor renda visando o impacto social, diferenciam-se das ONGs por suas próprias atividades serem rentáveis e não dependerem exclusivamente de doações ou de outros subsídios. Esses negócios possuem a capacidade de ampliar seu alcance e de serem replicados facilmente, o que é bem importante, considerando as grandes demandas sociais.

Atualmente o setor dá mostras que está cada dia mais estruturado, com mais empreendedores interessados, mais aceleradoras cuidando de ajudá-los, governos mais atentos ao movimento e, claro, mais recursos financeiros disponíveis. A estimativa, segundo alguns investidores brasileiros, é que existam R$ 250 milhões disponíveis para investimento de impacto no país.

Qual o potencial desses negócios?

Este é um mercado ainda pouco conhecido: ele é formado por empresas que estão no meio do caminho entre projetos sociais e negócios que buscam lucro. Segundo a Artemísia, pioneira e uma das instituições que trabalham como ponte entre investidores e empresários deste tipo de negócio, o setor 2,5 deve receber investimentos de cerca de R$ 300 milhões nos próximos dois a três anos.

Tais empreendimentos sociais têm atraído fundos de investimento “de impacto”, especializados em colocar dinheiro em negócios que dão lucro solucionando problemas sociais, e, claro, buscando um retorno financeiro positivo. No mundo, US$ 4 bilhões foram investidos, até setembro de 2015, em negócios de impacto, segundo estudo do JP Morgan, com 52 empresas do setor.

Esses fundos têm formas diferentes de medir a rentabilidade do negócio, assessorar os empreendedores e escolher o foco dos investimentos. Em comum, eles têm o objetivo de formar um setor social no país que seja rentável.

ALGUNS EXEMPLOS BEM SUCEDIDOS

Nesse cenário, a estratégia de investimento da Vox Capital, por exemplo, é buscar soluções de mercado que atendam a base da pirâmide. Com aportes iniciais mais altos, a Vox Capital investe em negócios de impacto em troca de participação acionária, auxiliando a empresa a crescer e se desenvolver. Recentemente, a Vox passou a fazer operações de microcrédito e também começou a atuar em parceria com aceleradoras e incubadoras.

Outro exemplo vem da Yunus Negócios Sociais — que quer investir um total de 40 milhões de reais no Brasil nos próximos dois anos.

 

GESTÃO DE PROJETOS

Para quem já atua ou pretende atuar no setor 2.5, a Ink disponibiliza o curso para a certificação internacional em gestão de projetos de impacto social PMDPro. O PMD é uma certificação promovida pela LINGOs – organização internacional que se inspirou nos conceitos e ferramentas do PMBoK (mais reconhecido guia internacional de gestão de projetos) e os adaptou para organizações sociais, institutos e fundações empresariais. Clique aqui para saber mais.