Qual o valor das metodologias na gestão de projetos sociais e para o mercado de trabalho na área social?

Conheça a experiência da Consultora de Projetos da Ink, Marina Neves, nas Nações Unidas, e saiba os benefícios do Project Management in Development (PMD) para a gestão de projetos sociais.

Meu nome é Marina Neves, sou Consultora da Ink e comecei minha carreira nas Nações Unidas, no escritório de Genebra, na Suíça, e na capital londrina, na Inglaterra.

De volta ao Brasil, em nova fase da minha carreira, compartilhar as experiências, inspirar e encorajar gerentes de projetos sociais tornou-se uma de minhas metas.

Nas Nações Unidas, atuei como profissional de Relações Públicas e gestora de projetos. Coordenei projetos de transparência governamental e, também, programas de formação para os estudantes das universidades europeias pelas agências do sistema ONU.

Na ONU, elaborei os relatórios finais para os encontros de alto nível do Conselho Econômico Social, do Conselho de Direitos Humanos e do Mecanismo de Revisão Periódica Universal.

Acompanhei de perto e facilitei as atividades das organizações não governamentais, na Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde na Organização Mundial da Saúde e no Encontro Ministerial do G-20 para trabalho e emprego.

Tive, portanto, experiências relevantes para a área social tanto ao lado dos atores governamentais como também de atores não governamentais, e muitos me perguntam o que está por trás de tudo isso?

O passo mais certeiro que dei foi acreditar na capacitação profissional para o bom entendimento das estruturas e para o compartilhamento de conhecimento.

Há uma frase de Albert Einstein que é “qualquer um pode saber, mas o ponto é entender”. O conhecimento das ferramentas de gestão de projetos – tais como o Project Management for Development (PMD) e o Program Management for Development Professionals (PgMD) – possui finalidades bastante precisas para o entendimento dos resultados das organizações sejam governamentais, sejam não governamentais.

Essas ferramentas nos ajudam, por exemplo, a tomar decisões e aprovar ações de maneira muito mais assertiva. Ajudam a desenvolver e melhorar estratégias de intervenção na realidade.

Acompanhei muito de perto nas Nações Unidas os resultados empíricos da aplicação dessas metodologias internacionais e percebi, de fato, que essas acabam diferenciando as intervenções “boas” ou “más”, “fracassadas” ou “exitosas”.

Projetos e programas dos quais participei e que se desenvolviam lançando mão de um conjunto de métodos de diagnósticos e análises, de técnicas de coletas de dados e de instrumentos de observação e mensuração de resultados traziam os melhores resultados.

Existia para esses um alto grau de confiabilidade, o que acelerava o processo de aprendizagem e fortalecimento institucional das organizações sociais. Até mesmo no que dizia respeito à sensibilização de públicos para a causa.

No fim das contas, tudo se resume em entender e trazer “de verdade” resultados para a sociedade. As metodologias para gestão de projetos sociais, das quais a Ink é, hoje, a maior replicadora, trazem dados confiáveis sobre os seus impactos e sobre como podem ser eles mitigados ou mais bem explorados.

Para quem quer se inserir no mercado de trabalho do terceiro setor e dos organismos internacionais que desenvolvem projetos sociais e de desenvolvimento, não preciso nem dizer o quanto conhecê-las é fundamental; elas nos ensinam um mesmo “idioma” e abrem portas.