Recentemente escrevemos um artigo para Folha de São Paulo refletindo sobre a inerência dos riscos nos projetos sociais e as melhores formas de se lidar com eles.

No artigo, foram utilizadas metodologias que orientam a melhor forma de se pensar e como planejar as nossas ações caso algum risco previsto se torne realidade. Para o gerente de projetos, que tem uma liberdade limitada para agir, ter um plano de ação aprovado e validado com as partes interessadas é essencial para que a sua equipe consiga colocar em prática o plano de ação.

Mas enquanto gerentes de projetos, quais momentos chave para se olhar para os riscos?

1 – Triangulo de Gestão

Um dos primeiros conceitos que vimos em cursos de gestão de projetos é o Triangulo de Gestão. Cada vértice do triangulo é afetado por um destes elementos: Escopo, Tempo, Custo. Se algum destes pontos são alterados, os outros dois vértices são afetados para absorver a mudança. Trazendo o foco de volta para a gestão de riscos, é importante notar, que os três elementos são categorias da matriz de riscos e não é à toa. Durante o ciclo de vida do projeto, os riscos exercem uma pressão externa e podem representar ameaças à gestão do projeto.

2 – Portas de Decisão

A porta de decisão é uma ferramenta de autoavaliação. É um checkpoint onde olhamos a evolução do projeto até o momento e olhamos também para o futuro. Uma importante porta de decisão na gestão de projetos é o Termo de Abertura do Projeto ou simplesmente TAP. Ele é um documento estratégico que contém informações de alto nível, como estimativas de orçamento e cronograma, entregáveis macro, estrutura de governança e breve descrição. Nele incluímos também uma avaliação abrangente dos riscos, seguindo desta vez o processo para mapeamento e identificação dos riscos que mencionamos no artigo da folha.

3 – Marco Lógico

Em poucas palavras o marco lógico é composto por elementos da Teoria da Mudança representando a lógica vertical e na horizontal, contamos com elementos de checagem que validam cada um dos componentes descritos. Eles são os indicadores, fontes de verificação e os pressupostos. Por definição, pressupostos são elementos necessários que precisam ser validados para que uma afirmação se confirme. Desta forma, se no Marco Lógico afirmamos que “serão realizadas 10 aulas de capacitação com uma turma de 30 alunos”, temos dois indicadores (quantidade de aulas e quantidade de alunos) e o pressuposto de que se as atividades forem realizadas, então os resultados esperados serão produzidos. Mas e se acontecer uma pandemia e as aulas não puderem ser realizadas presencialmente (inimaginável né?) Ou e se os alunos não tiverem condições de acessar a sala de aula (seja virtualmente, seja presencialmente)? Por isto, quando determinamos os pressupostos, temos condições de ver os riscos que podem afetar diretamente a estratégia de impacto do projeto.

Faça o download do dashboard de riscos aqui.

Ah! E não se esqueça que a matriz de risco deve ser atualizada com frequência durante a implementação/execução do projeto. Você pode até desconhecer o que são os conceitos de mundo VUCA ou BANI, mas se você certamente já foi diretamente impactado pela volatilidade e complexidade das relações contemporâneas, imagina projetos de média e longa duração. Portanto, siga monitorando os riscos e atualizando a matriz, seja em relação a revisão das probabilidades e dos impactos, quanto os próprios planos de ação precisam ser readequados às mudanças observadas nas relações entre riscos.

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