O Presente é Feminino: Sororidade Digital, por Catherine Jimenez

“As mulheres estão estudando mais, trabalhando mais e cuidando como sempre” (Susana Ayarza)

  • É 7x mais importante ter um diploma para as mulheres de 18 a 24 anos do que para homens da mesma faixa etária.
  • 86% das mulheres com mais de 25 anos consideram os estudos a coisa mais importante na vida de um filho, enquanto para homens é 78%.
  • Apenas 16% dos cargos de CEO e diretorias executivas no Brasil são ocupados por mulheres.
    (Google Costumer Survey, 2019).

Os anos passam, mas a luta por espaço no mercado de trabalho e reconhecimento continua forte!

O termo “dupla jornada” começou a ser utilizado na década de 80, quando as mulheres iniciaram a conquista pelo espaço no mercado de trabalho e ainda assim, precisavam (e ainda precisam) dar conta de funções que ainda são esperadas delas, seja em casa, nos estudos, com a família etc.

Hoje, considerando os dados acima, fica claro que estamos em uma luta constante, onde estudamos mais do que nunca e trabalhamos intensamente e, ainda assim, a desigualdade permanece:

  • 31% das mulheres brasileiras ainda não tem renda.
  • Os homens ganham 30% a mais do que as mulheres ocupando o mesmo espaço.
    (Google Costumer Survey, 2019)

Você já parou para pensar em quantas horas as mulheres perdem por semana em atividades domésticas?
Você já parou para pensar em como esse número de horas triplifica quando temos um filho?

Conversamos com a Gerente de TI, Daniella Jimenez, que tem uma filha de 10 meses para compreender o quanto que sua rotina mudou e como foi o gerenciamento de tempo, considerando seu plano de carreira:

Catherine: - Como tem sido a sua rotina de casa x trabalho?

Daniella: - “Após o nascimento, a rotina mudou completamente! Eu tenho cuidados com ela que não são adiáveis! Raramente descanso antes das 22h. Além disso, estabeleci prioridades e ordens nos afazeres de casa e sigo a mesma ordem todos os dias, para que vire algo automático com o tempo.

Sobre meu trabalho fora de casa, ele virou uma válvula de escape, uma vez que as atividades não necessitam de uma ordem de prioridade - como realizo em casa - desde que sejam cumpridos os prazos”.

Catherine: - Seu plano de carreira mudou após iniciar nesta dupla jornada?

Daniella: - “Não mudaram, pelo contrário, reforçaram o que eu já havia planejado. Eu nasci para trabalhar fora e isso é o que realmente me faz bem!”

Hoje, ser mãe e empreendedora virou um desafio:

  • 16% das mães brasileiras estão desempregadas.
  • 19% das mães de famílias com mais de uma criança estão desempregadas.
  • 48% das mulheres que voltam da licença maternidade ficam desempregadas em até 2 anos.
    (Google Costumer Survey, 2019)

Note, ter multi jornadas, para as mulheres, não quer dizer mudança, quer dizer REFORÇO. Quer dizer maior ESFORÇO. Quer dizer LUTA constante.

Vendo este panorama, o caminho que muitas mulheres estão fazendo é indo para o empreendedorismo.

No artigo realizado pela Susana Ayarza, ela cita um dado retirado do “Relatório do Global Entrepreneurship Monitor” de 2018, onde indica que 48% das mulheres abrem negócios por necessidade, em contra partida, temos neste mesmo quesito 37% dos homens.

E o mais incrível de tudo é que vendo estas dificuldades, as mulheres estão se unindo, uma vez que – segundo os dados apresentados pela Susana Ayarza - hoje temos um aumento de 200% no aumento de conteúdos no youtube de “como investir seu dinheiro” com uma linguagem direcionada para mulheres, além disso, temos mais de 2 mil vídeos com dicas para quando viajamos sozinhas, entre outros temas. Esse movimento tem sido chamado de “sororidade digital”.

Com isso, pensando neste tema, o objetivo deste artigo é incentivar a você, mulher, a compartilhar seus conhecimentos!

Nós sabemos o quanto que é difícil ter uma multi jornada, o quanto que temos que intensificar nosso trabalho, nossos estudos e encurtar nossas noites de sono para conquistar tudo aquilo que sonhamos.

O terceiro setor é uma área predominantemente feminina, principalmente quando pensamos no nicho do empreendedorismo social. Com isso, deixo os comentários deste post aberto para conversarmos e trocarmos experiências.

O que você pode oferecer para ajudar outra mulher a crescer?

Deixe nos comentários e vamos criar uma rede de sororidade digital entre nós mulheres!

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O Presente é Feminino
Por: Catherine Jinemez,
Analista de Projetos Sociais na Ink Inspira.