Cinco fontes de recursos para ONGs

Dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que existem 290.692 fundações privadas e associações sem fins lucrativos Brasil afora.

Menos burocráticas e mais flexíveis do que os órgãos governamentais, e mais propensas a experimentação que as empresas privadas, as Organizações Não Governamentais (ONGs) têm em seu DNA a busca por soluções e inovações para problemas complexos que atingem a sociedade.

Para isso, no entanto, precisam encontrar as melhores e mais eficazes maneiras para levantar recursos e manter as próprias atividades, garantindo a sustentabilidade do negócio.

Fontes de recursos

Diversas fontes de recursos e estratégias estão disponíveis para que uma ONG consiga captar recursos. O segredo é descobrir quais as fontes e estratégias são as mais adequadas, de acordo com o trabalho que é realizado pela Organização e por quem ela pretende receber financiamento.

Em linhas gerais, as ONGs podem captar recursos com:

  • Pessoas jurídicas: por meio da elaboração de projetos em editais, com propostas de patrocínio (Leis de Incentivo à Cultura, Lei do Esporte, PRONOM ou Fundo da Criança e Adolescente), desenvolvendo ações de Marketing Relacionado à Causa (MRC) ou por meio de um projeto conjunto, que alie os interesses da empresa aos da ONG; ou
  • Pessoas físicas: as pessoas precisam ser motivadas para fazer uma doação e essa motivação envolve dois pontos: 1) o vínculo do indivíduo com a ONG; e o 2) interesse que essa pessoa possa ter com a causa defendida pela Organização.

Há estratégias muito efetivas, como a realização de eventos – jantares, bingos, bazares etc. ONGs maiores, com recursos financeiros para investir em campanhas, , ou que têm influência para conquistar mídia calhau, criam campanhas que têm reconhecimento mais amplo e realizam ações para atrair doadores. Os principais meios são ferramentas de marketing direto, como mala direta, telemarketing, e-mail marketing, anúncios em revistas, TV, jornal, outdoor, banners em sites etc. Outra estratégia usada por ONGs são as campanhas de crowdfunding, nome dado ao financiamento coletivo, por meio de sites como Catarse, Benfeitoria ou Kickante;

  • Fundações e órgãos internacionais: esse tipo de doação se dá, normalmente, por meio da elaboração de projetos. Fundações doadoras de recursos são chamadas internacionalmente de GRANTMAKERS (GRANT = doações e MAKERS= fazedores). No Brasil, as Fundações chamadas GRANTMAKERS são raras. Por aqui, em geral, as Fundações (empresariais ou familiares) desenvolvem e operam seus próprios projetos;
  • Órgãos governamentais: são inúmeras as formas de parceria com o Governo, nas esferas Federal, Estadual e Municipal. O Governo Federal publicou uma nova lei que regula as parcerias entre as organizações da sociedade civil e o governo, chamado de Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. A nova lei traz diversas mudanças para essa relação entre ONGs e Governo, mas ainda encontra-se em fase de regulamentação.

O desenvolvimento de projetos e metodologias inovadoras e exemplares no campo social, promovido pelas organizações e, muitas vezes, apoiado pelo Estado, contribui para o avanço e aprimoramento das políticas públicas e para a efetivação dos direitos sociais;

  • Imposto de Renda (IR): outra prática comum é o estímulo a doações dedutíveis do imposto de renda feitas por pessoas físicas ou jurídicas. No Brasil, nas áreas social e cultural, as doações feitas a entidades de Utilidade Pública Federal (OSCIP), aos fundos de direitos da criança e do adolescente, às instituições de ensino e pesquisa e às atividades culturais e audiovisuais são passíveis de dedução do IR.